Nova história
O Pirilampo e a Pequena Luz
Bondade3–7 anos3 min de leitura
O Tomás acha que nunca faz nada de especial. Numa noite de jardim, o Avô Joaquim mostra-lhe um pirilampo e uma flor caída, e o Tomás descobre onde está a sua luz.




A história por escrito
Numa pequena aldeia, vivia um menino chamado Tomás. Gostava de correr, brincar e descobrir coisas novas. Mas havia uma coisa que o deixava triste: achava que nunca conseguia fazer nada tão especial como os outros.
Um dia, ao anoitecer, foi visitar o Avô Joaquim.
— Avô, porque é que algumas pessoas parecem ter uma luz tão grande e eu não encontro a minha?
O Avô Joaquim sorriu e apontou para o jardim.
— Vem comigo. Acho que tenho alguém que gostava de te conhecer.
Caminharam até junto de um velho carvalho. A noite estava tranquila e o céu começava a ficar cheio de estrelas.
De repente, uma pequena luz apareceu entre as folhas. Era um pirilampo!
Tomás aproximou-se devagarinho.
— É tão pequenino, avô! Como consegue brilhar no meio de tanta escuridão?
— Talvez porque não precisa de ser grande para fazer a diferença — respondeu o Avô Joaquim.
O pirilampo voou até uma flor caída no chão. Pousou ao lado dela e iluminou-a suavemente. Tomás reparou então que a flor estava dobrada e quase escondida na erva. Com cuidado, levantou-a e colocou-a novamente na terra.
— Assim já consegue ver a luz! — disse, contente.
O Avô Joaquim pôs-lhe a mão no ombro.
— Sabes, Tomás? Às vezes, a nossa luz aparece quando ajudamos alguém. Não precisamos de ser os maiores, os mais rápidos ou os mais fortes. Basta fazermos alguma coisa boa.
Tomás ficou a olhar para o pirilampo. Naquela noite, quando regressou a casa, já não pensava que era pequeno ou pouco especial. Pensava numa coisa diferente: amanhã podia fazer alguém sorrir.
E, nessa noite, enquanto o pirilampo brilhava no jardim, Tomás adormeceu com um sorriso. Porque descobrira que até a luz mais pequenina pode tornar a noite mais bonita.
Perguntas para a hora de deitar
Fazer perguntas curtas, sem pressa e sem respostas «certas», ajuda a criança a pôr em palavras o que sentiu.
- Porque achas que o Tomás pensava que não tinha uma luz especial?
- Como é que o Tomás ajudou a flor?
- Que pequena coisa poderias fazer amanhã para deixar alguém feliz?
Para os pais: Boa história para crianças que sentem que «não sabem fazer nada de especial» ou que se comparam com os outros. Mostra que a bondade conta, mesmo nos gestos pequenos. Depois da leitura, podem combinar juntos um gesto simples para fazer no dia seguinte.
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